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CANONET QL 17 GIII - CANON LENS 1:1.7 40mm

















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CANONET QL 17 GIII - CANON LENS 1:1.7 40mm

Canonet QL17 GIII made in Japan, preta. Especial? Já vi gente dizer que não, e a esses mesmos eu pergunto: -Quantas GIII pretas você já viu em mãos? E se a resposta é: "-Mais de uma.", minha próxima pergunta é: -E made in japan, quantas?

Na bem da verdade isso não quer dizer muito, o importante aqui é que se trata de uma canonet QL17 e isso sim faz diferença!

Para mais informações sobre a linha canonet, deixamos o review de uma QL 17 feito anteriormente.

 A Canonet é famosa, a Canonet é vintage, a Canonet é cult e a Canonet está na moda. Seu desenho clássico, excelente objetiva 1:1.7 e modo automático muito confiável fizeram da Canonet um ícone. A grande maioria das rangefinders full size seguiam as mesmas especificações e design da Canonet. 
A Canonet funciona em prioridade à abertura, onde o fotógrafo seleciona a abertura de acordo com a intensidade luminosa e a câmera calcula a velocidade do obturador, que é composto por 5 folhas e por isso sincroniza com o flash em todas as velocidades. Também pode funcionar manualmente ou pode ser "setada" utilizando-se a compensação via ISO, para sub ou superexposição. É equipada com uma objetiva Canon de 45 mm e 1:1.7 de abertura, que entrega bastante resolução em aberturas superiores a 1:4. Em 1:1.7 a profundidade de foco fica bem pequena, gerando ótimos fundos desfocados e bastante destaque entre os planos.
Sua qualidade tanto ótica quanto para setagem e composição do quadro (ie. ótimo viewfinder/rangefinder e controles totalmente manuais) transformou a canonet na opção para corpo reserva de muitos fotojornalistas, documentaristas e fotógrafos de rua.
Este modelo é da segunda metade dos anos 60 provavelmente, fabricado no japão. Totalmente construído em metal, se distingue dos modelos fabricados em Hong Kong pela rigidez do corpo, proporções maiores em relação a versão GIII e menos comandos eletrônicos . Foi muito bem conservado por todo este tempo, e sua ótica está intacta.  
É isso, além de sua objetiva profissional bastante clara, a canonet é uma opção acessível e de muita qualidade para quem quer entrar no mundo das Rangefinders mas ainda não pode pagar por uma Minolta CLE.

Para saber mais sobre a canonet visite:

http://forum.mundofotografico.com.br/index.php?topic=30635.0

e para ver o que ela faz visite:
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KIEV 4AM - HELIOS 103 - 53MM 1:1.8










KIEV 4AM 

Segunda Kiev no Fotografe, essa em versão AM (mais moderna e refinada). Para descrição, segue trecho sobre a Kiev e Helios.

Esta rangefinder soviética tem uma história bem interessante, e longa. Ao todo foram 50 anos de produção, de 1936, quando o primeiro modelo Contax foi lançado, à 1986, quando a Kiev abandonou a produção de seus modelos, um incontável exército desses canhões comunistas, entre oficiais e black market versions, ainda fotografa por todos continentes do mundo. Vale lembrar aqui do fuzil soviético AK-47, que segue a mesma ideia de projeto simples e robusto e surge na mesma união soviética do pós guerra.  
Após o término da segunda guerra, a região onde ficavam algumas fábricas Contax em território alemão estava sobre domínio soviético, e apesar de parcialmente destruídas, foram colocadas em funcionamento sob supervisão comunista. Durante este período  poucas câmeras foram realmente vendidas para o grande público, apenas poucas pessoas tinham acesso à produção.
A intenção do governo soviético era garantir a produção de peças com controle de qualidade alemão, para então transferir toda a fabrica Contax, com mão de obra e matéria prima, para a cidade de Kiev, na Ucrânia  Nasce assim a Kiev, a Contax soviética.
O sólido projeto alemão conta com uma extensa base entre as janelas do rangefinder, o que confere bastante precisão ao sistema de medida para foco, velocidade máxima de 1/1000, bastante útil para fotografias em ambientes externos. A objetiva helios 103 - 1:1.8 - 53mm é bastante rápida e tem um projeto mais moderno em relação à clássica Sonnar/Jupiter 8, tendo desempenho próximo a Summicron colapsível ( http://forum.mflenses.com/viewtopic.php?t=53684 ) . O projeto da baioneta segue o mesmo utilizado pela Contax e pela série S Nikon, todas as lentes são intercambiáveis entre si, salvo algumas adaptações em lentes regulares japonesas . 
Como um bom projeto alemão, aperfeiçoado pelos soviéticos, sua operação é um pouco mais complexa, exigindo familiaridade com fotografia manual e equipamentos antigos. Os primeiros rolos processados podem ser traumáticos, esta ucraniana é temperamental. Mas para aqueles que, pacientes, seguem seus estudos, este modelo alemão pode render boas caminhadas pelas ruas da cidade.
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CANON A35F - CANON LENS 1:2.8 40mm


CANON A35F - CANON LENS 1:2.8 40mm 

A Canon A35F é o final de uma era. É a ultima rangefinder Canon de foco manual. É a ultima a ser feita em metal. Possui flash "pop-up" embutido. Só foi fabricada em preto. E é linda.
Substituída pela Sure-shot em pouco menos de um ano, a A35F ficou pouco conhecida fora dos EUA e por isso ela é menos vista em terras brasileiras, mas como nós gostamos muito do desenho e da operação dela, sempre que conseguimos nós a compramos. Com esta já foram 4.
Totalmente automática, a Canon A35F é extremamente simples de usar e basta armar focar e disparar, para obter praticamente todos os quadros perfeitamente expostos. Até o flash é automático e seu uso, simples assim, basta acioná-lo e a câmera faz o resto. Seu rangefinder é claro e preciso, sua objetiva não é exatamente clara, mas se compara à abertura de muitas objetivas profissionais e sincroniza com o flash em suas duas velocidades, 1/60 e 1/320. Por seu tamanho compacto e acabamento em preto, a A35F é perfeita para viagens, eventos sociais e fotografia de rua onde tamanho e discrição são importantes.


A A35F é indicada a fotógrafos iniciantes na fotografia analógica ou fotógrafos SLR que queiram entrar no mundo das Rangefinders. Também é indicada para fotógrafos de rua por sua rapidez e discrição.


Saiba mais sobre a A35F em : 


e veja do que ela é capaz em:















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Pentax Asahi K1000 - PENTAX-M SMC 1:2 50mm.





Pentax Asahi K1000 - PENTAX-M SMC 1:2 50mm.

A K1000 é a SLR mais minimalista que eu conheço, seus comandos estão exatamente onde devem estar. Produzida de 1976 à 1997, esta versão da K1000 possui apenas 3 parâmetros: velocidade, abertura e foco e funciona perfeitamente sem pilhas. Apenas seu fotômetro necessita de pilhas para operar. A leitura da fotometria se dá através do "finder", onde uma agulha balanceada indica a exposição.

Esta Pentax é equipada com baioneta K e compartilha lentes com alguns modelos Pentax K digitais. Conta com uma infinidade de objetivas a preços módicos no ebay.com, de diversas marcas japonesas, taiwanesas e europeias e o número 1000 em seu nome é referência à velocidade de exposição, que vai de 1/1 à 1/1000, partindo de B. Sua construção é de muita qualidade e sua engenharia é simples e confiável. Conta com "Hot Shoe" e sincroniza com o flash em 1/60.

Sua operação é extremamente simples e prazerosa, indicada para quem quer apreender a física e a técnica que a fotografia envolve ou para quem quer voltar a fotografar em filme com muita qualidade sem gastar rios de dinheiro nisso. É uma câmera compacta dentro de sua categoria mas não cabe no bolso, sendo para essa finalidade, as Canon A35F mais indicada.

Sua objetiva 50 mm 1:2 é clara, tem precisão japonesa e despeja bastante definição, mesmo totalmente aberta. O "coating"  deste modelo já é otimizado para utilização de filmes coloridos. 

Saiba mais sobre a K-1000 em :

http://www.kenrockwell.com/pentax/k1000.htm


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MINOLTA HI-MATIC 7s - ROKKOR 1:1.8 45mm








MINOLTA HI-MATIC 7s - ROKKOR 1:1.8 45mm

A Minolta está no mercado fotográfico desde o inicio do século passado, com suas TLR´s Autocords e Rangefinders 35mm famosas tanto pelo preciso acabamento quanto pela alta qualidade da ótica ROKKOR. Durante os anos 60 e após a consolidação do formato 35mm como standart na fotografia mundial, a Minolta foca suas pesquisas nas Rangefinders full size e nas SLR´s eletrônicas, sendo convidada durante a década de 70 para uma joint venture entre Leica/Minolta. As Minolta CL e CLE, duas das Rangefinders mais inovadoras que eu conheço são frutos desta parceria. 

A Minolta 7 foi lançada em 1963 e é o segundo modelo da linha Hi-matic, longa série de rangefinders Minolta de objetiva Rokkor fixa, análoga a Canon Canonet e Yashica Electro. A H-imatic 7 é equipada com objetiva 45mm 1:1.8, que é conhecida pela nitidez, contraste e muita qualidade tonal. O desfoque gerado por esta objetiva é suave, pentagonal e agradável. Seu shutter é eletrônico e pode funcionar em prioridade à abertura e totalmente manual, com fotômetro em EV, visível no finder. O Rangefinder é nítido e possui correção mecânica de paralax. O modelo 7s foi atualizado com hot-shoe e o mesmo fotômetro da linha SLR profissional Minolta.

Esta Minolta 7s está intácta, sem riscos ou arranhões pelo corpo, sem marcas de uso tanto no cromo quanto no revestimento em couro. Sua ótica também está perfeita, sem descolorações, fungos ou marcas quaisquer. Este é o exemplar de 7s mais limpo que eu já vi. Acompanha case original Minolta em couro.

Para saber mais sobre a 7s acesse:


e veja o que ela é capaz em:


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ZORKI 4K - JUPITER 1:2 50mm







ZORKI 4K - JUPITER 1:2 50mm 

Segunda Zorki no Fotografe, esta modelo 4K, equipado com alavanca de avanço rápido de filme e objetiva Jupiter 1:2 50mm, muito mais clara, réplica de Zeiss SONNAR. Também acompanha bolsa original em couro e para contar um pouco sobre seu design usamos o post anterior:

- A Segunda Guerra Mundial foi um dos mais importantes eventos do século passado. Ela chocou o mundo com o terror judeu nos campos de concentração, silenciou o mundo com a violência bélica americana e redesenhou as zonas de influência das novas nações dominantes. Para o mundo da fotografia, além, é claro, de registros épicos como esse e esse, o desfecho da SGM significou o domínio americano da produção e pesquisa das marcas japonesas e a tomada de algumas fábricas alemãs, feita pelo governo soviético como recompensas de guerra.
A história por trás da Leica ainda nos é um mistério e talvez seja abordada mais pra frente. Por agora sabemos que o governo soviético tinha uma enorme demanda por instrumentos ópticos de precisão e as fábricas da LOMO em Leningrado estavam inacessíveis, e as fábricas da Fed estavam totalmente sobrecarregadas.  Também sabemos que a Contax funcionou por algum tempo na Alemanha  e posteriormente foi transferida, com seu maquinário e operadores, para Kiev na Ucrânia e que parte da Zeiss Optics em Jena foi transferida para a fábrica de Krasnogorsk, perto de Moscow. Nasce a Krasnogorsky Mekhanichesky Zavod
Vitoriosos europeus do conflito, o governo soviético agora precisava, além de se fortalecer e vigiar militarmente sua nova região de domínio, garantir a sua população o acesso a bens de consumo e nesta época, as câmeras fotográficas 35mm eram objetos que representavam o auge da tecnologia e modernidade. 
Sob direção soviética,  as fábricas da Carl Zeiss passaram a produzir réplicas perfeitas de sua renomada ótica, agora vendidas com o logotipo da KMZ. Na verdade os primeiros lotes de objetivas KMZ eram vidros e mecânica Zeiss com novas inscrições em cirílico e segundo as intenções do governo passaram a ser produzidas em grandes escalas e por isso sem muito controle de qualidade. Talvez esse seja o maior motivo para a disparidade entre preços das objetivas originais Zeiss e das russas KMZ, já que frutos do mesmo projeto, apenas as cópias imperfeitas geram resultados diferentes entre os modelos. 
Um fato importante a ser lembrado é que a Contax era a principal opção entre os modelos 35mm, ao lado da já renomada Leica e após a sacudida geral feita pela guerra, tanto os projetos das copias de Leica feitas pela FED quanto os projetos originais Contax, ganhos como recompensa foram parar em uma só fabrica. Desta forma o governo soviético passou a reproduzir a ótica Zeiss não apenas para Contax e Nikon (que nesta época copiava e aperfeiçoava a plataforma Contax), mas também para Leica e Canon ( que até então fazia o mesmo que a Nikon, mas em relação à Leica).
A Zorki nasceu do aperfeiçoamento do projeto FED de cópia de Leica e devido ao compartilhamento de tecnologia promovido pelo governo soviético, em sua quarta geração e 13° versão, a Zorki deixa de ser apenas uma cópia para ter personalidade própria. Já construída em alumínio a Zorki 4 é uma rangefinder versátil, de operação moderada à fácil e design clássico. Está montada com uma Industar 1:3.5 também em alumínio preto, que se parece com uma Elmarit mas na verdade é cópia da Zeiss Tessar e em muitos casos com performances até melhores do que suas versões originais mais antigas.
Revestida em material vulcanizado, a Zorki 4 tem um ar moderno e ao mesmo tempo clássico e encaixa muito bem na mão. É equipada com "shutter" horizontal em tecido (como a Leica) e velocidades que vão de 1s a 1/1000s, além do "bulb". Como ponto negativo, a Leica soviética tem em comum o mecanismo de velocidades frágil, que se quebra caso você ajuste a velocidade antes de armar o "shutter". Então fica como questão de regra, no manuseio de qualquer um desses equipamentos, pressionar-se primeiro o disparador, para conferir se o sistema já não está armado, em seguida armar o sistema e só então preocupar-se com a velocidade. Não é nada demais no geral, mas é um detalhe muito importante.
A Zorki é muito bem construída e devido a sua grande oferta, torna-se a porta de entrada para um dos sistemas de objetivas mais famosos e desejados de toda a história da fotografia. Afinal de contas, quem nunca imaginou que talvez o sucesso e a poesia nas imagens de Henri Cartier Bresson seja apenas fruto do equipamento que ele carregava.

Conheça mais sobre a Zorki 4 em:

http://www.sovietcams.com/index.php?511412179

E veja o que ela pode fazer em: